Transparência
Pesquisa Eleitoral Sergipe 2026
Transparência total
Pra a Pesquisa Eleitoral Sergipe 2026 merecer crédito, ela precisa caber no escrutínio. Esta página cobre tudo: arquitetura de anonimato, plano amostral, base legal, anti-fraude e como você mesmo pode auditar.
Ficha técnica
Formato padrão que institutos como Datafolha, Quaest e Paraná Pesquisas usam ao divulgar resultados, adaptado ao nosso modelo (online, amostra por adesão com identidade verificada e ponderação pós-coleta). Esta ficha acompanha toda divulgação pública e vai anexa ao registro no PesqEle (TSE e TRE-SE).
Contratante
CDL Aracaju
Executor
CDL Aracaju (execução direta)
Universo
1.740.124 eleitores de Sergipe (TSE 2026, perfil_eleitor_secao_2026_SE, geração 14/07/2026); 1.740.116 mapeados nos estratos — 8 registros excluídos por idade inválida
Abrangência
75 municípios de Sergipe
Forma de coleta
Online com identidade verificada (web/PWA)
Tipo
Espontânea (eleitor digita número, estilo urna)
Amostragem
Não probabilística, por adesão, com identidade verificada (sem cota); ponderação pós-coleta
Ponderação
Raking (ajuste iterativo proporcional) nas marginais município × sexo × faixa etária × grau de instrução, parâmetro TSE 2026; renda não pondera
Nível econômico
Faixa de renda em salários mínimos (SM 2026 = R$ 1.621), com 'não sei' e 'prefiro não informar' — descreve a amostra, não pondera
Nível de confiança
95%
Recrutamento
Autosseleção: convite por WhatsApp às bases da CDL Aracaju e divulgação aberta; qualquer eleitor pode participar (validação por consulta cadastral ao SPC Brasil quando não está na base)
Margem de erro
Nominal (1,96·√(0,25/n)) e efetiva (n efetivo de Kish), ambas publicadas
Período de coleta (2ª edição)
13/09/2026 00h00 a 20/09/2026 23h59 (horário de Aracaju)
Registro no PesqEle
Pendente — será feito quando a amostra alcançar 20 mil eleitores e sempre antes de qualquer divulgação (Lei 9.504/97, art. 33)
Cédulas — o que cada eleitor responde
- 1. Presidente — espontânea (1 número)
- 2. Governador — espontânea (1 número)
- 3. Senador — espontânea (até 2 números)
- 4. Deputado Federal — espontânea por legenda + candidato (4 dígitos)
- 5. Deputado Estadual — espontânea por legenda + candidato (5 dígitos)
- 6. Consulta Zona de Expansão — estimulada de duas opções, apenas para eleitores de Aracaju e São Cristóvão
Em todas as cédulas o eleitor pode optar por voto em branco ou não sabe / não quis responder. Em federal e estadual, voto na legenda define cadeiras via Quociente Eleitoral (Lei 9.504/97); voto no candidato individual define a ordem dentro da legenda.
Onde diferimos de institutos tradicionais
| Item | Tradicional | Nosso modelo |
|---|---|---|
| Forma | Presencial / telefone | Online com OTP |
| Amostragem | Sorteio probabilístico | Adesão com identidade verificada + ponderação pós-coleta (raking) |
| Entrevistador | Sim (introduz viés) | Autopreenchimento |
| Tipo | Geralmente estimulada | Espontânea pura |
| Anonimato | Promessa operacional | Garantia arquitetural |
| Auditoria | Material físico | Código aberto + dados auditáveis |
| Custo | R$ 80k–300k por onda | ≈ R$ 0 (infraestrutura própria) |
Cada diferença foi consciente e tem trade-offs declarados. Ganhos: transparência total e anonimato arquitetural. Limites: amostra não-aleatória (corrigida por ponderação) e viés digital (smartphone + WhatsApp). Ambos publicados junto com o resultado.
Versão técnica completa (sem cortes) está em docs/ficha-tecnica.md no repositório público.
Código aberto para auditoria · proteção contra abuso
Por que abrir o código numa pesquisa eleitoral? Porque a única forma honesta de provar que um sistema não fraudou resultados é deixar ele ser inspecionado por terceiros independentes. Por isso o código-fonte está público em github.com/presidencia-svg/pesquisa. Qualquer pesquisador, jornalista ou cientista político pode verificar como os votos são contados, como os cruzamentos são feitos, como a separação CPF↔voto é garantida.
Ao mesmo tempo, o código tem uma licença de uso restrito que veda:
- uso comercial ou em pesquisa eleitoral de terceira entidade;
- uso para conduzir pesquisas em nome de partido, candidato, federação ou coligação;
- uso para fraude, manipulação ou desinformação eleitoral (Lei 9.504/97, Resolução TSE 23.747/2026);
- reprodução da marca, identidade visual ou domínio pesquisa.cdlaju.com.br.
Vulnerabilidades de segurança devem ser reportadas por dpo@cdlaju.com.br, conforme a política de divulgação responsável (versão machine-readable em /.well-known/security.txt, conforme RFC 9116). Reportes de boa-fé não geram represália legal.
O que é "protegido" do público:
- credenciais (Supabase, SPC, Meta) — em variáveis de ambiente, jamais no código;
- dados pessoais dos respondentes — guardados em banco com acesso restrito;
- painel administrativo — protegido por senha + TOTP;
- endpoints de gerência — autenticação obrigatória, com auditoria.
Como código aberto + dados privados convivem
É uma dúvida legítima: "se o código é público, qualquer um vê os resultados antes da divulgação?"Não. A separação acontece em três camadas independentes:
- Banco de dados isolado. As tabelas sensíveis ficam atrás de regras de acesso server-side que rejeitam qualquer conexão externa. Mesmo quem tivesse a URL do banco e qualquer chave pública embutida em página HTML não consegue ler nada — só o nosso servidor, com credenciais privilegiadas guardadas em variáveis de ambiente (fora do código-fonte).
- Página de resultados com trava de divulgação. Antes da CDL Aracaju marcar a edição como divulgada (só depois do registro no PesqEle), a página exibe apenas "Aguardando divulgação". Os números não saem do servidor. A divulgação acontece nesta página (pesquisa.cdlaju.com.br/resultados) e nos canais da CDL Aracaju.
- Auditoria de acessos administrativos. Todo acesso a resultados ou dados pessoais pelo painel administrativo gera registro carimbado (timestamp, IP, user-agent, contexto). Acessos ANTES da divulgação são destacados — caso mais sensível, exige justificativa operacional. Em conformidade com o art. 37 da LGPD.
Conclusão: o código é público porque permite que qualquer cientista político ou pesquisador audite COMO os votos são contados. Os dados ficam privados até o momento autorizado da divulgação. Após a divulgação, tornam-se públicos em /resultados — automaticamente.
Esta é uma descrição em linguagem leiga. Detalhes técnicos (nomes de tabelas, configurações de segurança, parâmetros operacionais) são compartilhados sob NDA com auditores formais credenciados pela CDL — sem exposição pública, pra não dar mapa a quem queira atacar.
As duas salas
A maior fragilidade de pesquisas online é guardar CPF e voto na mesma tabela. A promessa de anonimato fica no discurso — bastaria abrir o banco e cruzar. Aqui a separação está na arquitetura, não no compromisso.
Sala 1 — Validação
eleitores_pesquisa
- · hash do CPF
- · município, sexo, idade
- · validado pelo SPC?
- · validado pelo WhatsApp?
- · NÃO tem coluna de voto
Sala 2 — Votação
tokens_emitidos · votos_pesquisa
- · hash do token aleatório
- · cargo, candidato/partido
- · método: número/branco/não sei
- · hora cheia (sem minuto)
- · NÃO tem referência ao CPF
A única ponte entre as duas salas é um cookie httpOnly no navegador do eleitor. O servidor não persiste essa ponte.
A única ponte entre as duas salas é um cookie httpOnly + secure no navegador do eleitor. O servidor gera um token aleatório, grava o hash em tokens_emitidos (sem nenhuma referência ao CPF) e entrega o token original pelo cookie. As cédulas usam o cookie pra autorizar cada voto. Quando termina, o cookie expira e a ponte some.
Auditor que abrir o banco vê duas tabelas que não se conectam. Mesmo o operador da CDL não tem como ligar um voto a um CPF.
Plano amostral
Universo: eleitorado oficial de Sergipe segundo o TSE 2026 (arquivo perfil_eleitor_secao_2026_SE, geração 14/07/2026): 1.740.124 eleitores distribuídos em 75 municípios, dos quais 1.740.116 mapeados nos estratos de ponderação (8 registros excluídos por idade inválida). Cargos em disputa: Presidente da República, Governador, 2 Senadores, 8 Deputados Federais, 24 Deputados Estaduais. Eleitor com título em outra UF informa a UF e o município do título, responde apenas sobre Presidente e recebe peso zero nos recortes estaduais; eleitor de 16–17 anos informa o número do título de eleitor (conferido, não armazenado).
Base eleitoral · Sergipe (TSE 2026)
Fonte: TSE/TRE-SE · 0 municípios
Total de eleitores em Sergipe
0
5 maiores municípios
5 menores municípios
O município é uma das quatro marginais do raking (município × sexo × faixa etária × grau de instrução) que pondera a amostra pelo eleitorado oficial do TSE 2026. Uma resposta vinda de Aracaju (NaN% do eleitorado) tem peso diferente de uma vinda de um município pequeno (NaN%), evitando que a opinião da capital domine a projeção estadual.
Tamanho amostral (n)
Amostra final da coleta
Por adesão, sem cota: n é o total de respondentes com CPF e WhatsApp validados ao fim da coleta. Publicado na ficha técnica de cada edição.
Margem de erro
Nominal e efetiva
Nominal = 1,96·√(0,25/n). Efetiva = a mesma fórmula sobre o n efetivo de Kish (Σw)²/Σw², que desconta o custo da ponderação. As duas saem na ficha técnica.
Nível de confiança
95%
Padrão de pesquisas eleitorais brasileiras.
Ponderação por estratos (pós-coleta)
A pesquisa não bloqueia respostas por cota: qualquer eleitor de Sergipe pode participar enquanto a coleta estiver aberta. O desequilíbrio de adesão (capital responde mais, interior menos; alguns perfis de sexo, idade e instrução respondem mais que outros) é corrigido após a coleta por ponderação nas quatro variáveis do plano amostral registrado no PesqEle: município, sexo, faixa etária e grau de instrução, tendo por parâmetro o perfil oficial do eleitorado publicado pelo TSE.
O método é o raking (ajuste proporcional iterativo): os pesos são ajustados, alternadamente, até que a amostra ponderada reproduza a distribuição do eleitorado em cada uma das quatro marginais ao mesmo tempo. Quem não informa o sexo é ajustado nas demais. O cálculo roda inteiro no banco de dados, sobre a base completa, e cada execução fica gravada com seus diagnósticos:
n_eff = (Σw)² / Σw² (amostra efetiva de Kish)
deff = n / n_eff (efeito de desenho)
margem efetiva = 1,96 · √(0,25 / n_eff)A margem efetiva é a que vale: ponderar corrige o viés de adesão mas custa precisão, e esse custo é publicado na ficha técnica ao lado da margem nominal. O resultado só é divulgado depois que o estatístico responsável (CONRE) confere e aprova a execução e a composição final da amostra é lançada no registro do TSE (art. 2º, §7º, III e IV).
Peso maior que 1 indica estrato sub-representado na adesão; menor que 1, super-representado. O tamanho amostral total não muda — só o peso de cada resposta. Como a amostra é por adesão, a margem de erro publicada é indicativa, calculada como se a amostra fosse probabilística. Os diagnósticos da execução (n efetivo, deff, pesos extremos) ficam públicos após o registro no PesqEle.
Variáveis do plano amostral
Município, sexo, faixa etária e grau de instrução vêm do cadastro: sexo e data de nascimento da base cadastral (base CDL ou consulta ao SPC Brasil) — o sexo é perguntado só quando o cadastro não traz, e a origem fica registrada; a faixa etária nunca é perguntada. A escolaridade é informada em 4 opções (não estudei/só sei ler e escrever; fundamental; médio; superior) e agregada em 3 estratos como no TSE. A faixa de renda(salários mínimos; com “não sei” e “prefiro não informar”) descreve a composição da amostra por nível econômico e não entra na ponderação — conforme a Res.-TSE 23.600/2019 (red. Res.-TSE 23.747/2026), art. 2º, § 7º, III e IV.
Recrutamento
A amostra é por autosseleção: participa quem quer, dentro da janela de coleta. Duas origens de convite/entrada, ambas validadas:
- Convite por WhatsApp às bases da CDL Aracaju (participantes da premiação Melhores do Ano e da 1ª edição), com base no legítimo interesse (LGPD, art. 7º, IX) e opção de saída (“responda SAIR”). Quem já consta na base CDL dispensa nova consulta ao SPC. O viés de adesão (Aracaju concentra a base) é corrigido pela ponderação pós-coleta descrita acima.
- Divulgação aberta: qualquer eleitor fora da base CDL entra pelo link público e é validado em consulta cadastral ao SPC Brasil, que confirma que o CPF existe e está regular e devolve data de nascimento e sexo (quando disponível).
Em qualquer origem o cadastro exige verificação humana (Cloudflare Turnstile) e confirmação por código de 6 dígitos via WhatsApp — garante que o respondente é titular do número informado. O cadastro não é permitido em navegação anônima / privada do navegador. Eleitor com título em outra UF responde só sobre Presidente; eleitor de 16–17 anos informa o título de eleitor.
Variáveis coletadas
Sala 1 (validação) — eleitores_pesquisa
- Hash do CPF (HMAC-SHA256, jamais o número original).
- CPF mascarado (***.***.789-XX) para auditoria.
- Nome, WhatsApp, UF e município do título (IBGE).
- Sexo (com a origem: cadastro ou informado), faixa etária, escolaridade, faixa de renda.
- Dados devolvidos pela consulta cadastral ao SPC Brasil (situação do CPF, data de nascimento, nome da mãe, estado civil, endereço, payload bruto).
- Flags: validado pelo SPC, validado pelo WhatsApp; origem: base CDL ou SPC.
- Opt-in para receber os resultados por WhatsApp.
- Metadados para auditoria: IP, user-agent, fingerprint do dispositivo — apenas registrados (não bloqueiam), apagados após 6 meses.
Sala 2 (votação) — tokens_emitidos + votos_pesquisa
- Hash do token aleatório (sem ligação com nenhum CPF).
- Cargo (Presidente, Governador, Senador, Federal, Estadual).
- Candidato ou partido escolhido.
- Método: voto numérico, branco ou “não sei”.
- Hora de criação truncada pra hora cheia — análise temporal segue possível, cruzamento minuto-a-minuto que poderia identificar pessoa não.
Pra atender o relatório complementar exigido pelo art. 2º, § 7º, III e IV da Res.-TSE 23.600/2019 (red. Res.-TSE 23.747/2026) e permitir narrativa tipo “intenção entre mulheres de 25-34 em Aracaju”, a Sala 2 carrega uma cópia controlada dos atributos demográficos (sexo, faixa etária, escolaridade, renda, município) sem o cpf_hash. O voto continua impossível de ligar a um CPF específico, mas cruzamentos agregados ficam disponíveis para análise.
Toda exibição agregada por cruzamento demográfico aplica a regra de k-anonymity descrita abaixo — células com menos de 30 respondentes são suprimidas ou agregadas a um nível superior.
Base legal
Exige registro da pesquisa na Justiça Eleitoral até 5 dias antes da divulgação, com plano amostral, ponderação por sexo/idade/escolaridade/nível econômico, intervalo de confiança, margem de erro, contratante e valor.
Disciplina o registro e a divulgação de pesquisas pra as eleições 2026. Registro via sistema PesqEle. Exige declaração assinada com certificado digital pelo profissional de Estatística com registro CONRE ativo, e compromisso de manter documentação auditável.
Bases legais: consentimento (art. 7º, I) e, para a opinião política, consentimento específico (art. 11, I); cumprimento de obrigação legal (art. 7º, II) para o que a legislação eleitoral exige guardar; legítimo interesse (art. 7º, IX) para o convite por WhatsApp às bases da CDL, com opção de saída. Princípios aplicados: finalidade exclusiva (sem reuso comercial), minimização (só o necessário pra a pesquisa), adequação técnica (CPF nunca em texto, arquitetura de duas salas). Detalhes em /privacidade.
Anti-fraude
Camadas independentes — cada uma exige um vetor diferente pra ser quebrada. Atacar todas ao mesmo tempo é significativamente mais custoso do que ganhar a pesquisa campanha legítima.
- Validação documental: CPF tem que existir na base CDL ou na consulta cadastral ao SPC Brasil (que devolve a situação cadastral do CPF), com situação regular e idade mínima de 16 anos. Sem isso, o cadastro nem começa.
- Validação de propriedade do número: código de 6 dígitos enviado por WhatsApp. Sem confirmação, não emite token de voto.
- Voto único por CPF e por WhatsApp: duas travas independentes no banco de dados (hash irreversível do CPF e número confirmado). Quem repete em qualquer uma é bloqueado.
- Ponderação por estratos: a projeção final aplica pesos por município, sexo, faixa etária e instrução contra o eleitorado do TSE, evitando que excesso de adesão de uma região ou de um perfil distorça o resultado; o custo em precisão sai na margem efetiva.
- Registro de tentativas por endereço de rede: cada tentativa de cadastro fica registrada com IP, user-agent e fingerprint do dispositivo — sem bloqueio automático e sem limite de CPFs por aparelho. Esses sinais alimentam a análise pós-coleta.
- Sem navegação anônima no cadastro: o servidor recusa o cadastro em janela anônima/privada do navegador.
- Anti-bot externo: verificação humana via provedor especializado (Cloudflare Turnstile) na entrada do formulário.
- Janela de coleta: fora do período da edição (13/09/2026 00h00 a 20/09/2026 23h59, horário de Aracaju) nenhum código é enviado nem voto é gravado — a trava é no servidor, não na tela.
- Análise pós-coleta: rotinas internas detectam clusters anômalos (concentração temporal, IP, padrão de resposta) pra revisão antes da divulgação.
Os critérios da análise pós-coleta (quais padrões marcam um cluster pra revisão) não são publicados: divulgá-los viraria receita pra fraude. O auditor formal com credencial pode ver tudo em detalhe — ver Como auditar abaixo.
K-anonymity
Mesmo sem ligação direta entre CPF e voto, células muito pequenas em cruzamentos demográficos podem reidentificar pessoas. Exemplo: se só uma mulher de 60+ em determinado município respondeu, o “voto da maioria daquela célula” é o voto dela.
Pra evitar isso, qualquer corte cruzado divulgado publicamente respeita k ≥ 30 respondentes por célula. Cruzamentos que não atingem o mínimo são suprimidos ou agregados a um nível superior (ex.: “mulheres de 60+ em Sergipe” em vez de “mulheres de 60+ em Itabaianinha”). É a mesma convenção que o IBGE adota pra microdados públicos.
Cronograma
- mai–jul/2026Desenvolvimento. Integrações reais (SPC, Meta WhatsApp, Turnstile). Contratação do estatístico CONRE.
- ago/2026Piloto fechado, com código de convite. ~50 testers. Estressa o sistema sem divulgação pública.
- ago/2026 (após piloto)Reunião com advogado eleitoral. Trava material divulgável e questionário.
- 22/ago/20261ª edição — registro no PesqEle (TSE e TRE-SE).
- 01–03/set/20261ª edição — coleta.
- 04/set/20261ª edição — divulgação dos resultados.
- 07/set/20261ª edição — divulgação suspensa por decisão judicial (TRE-SE).
- 13–20/set/20262ª edição — coleta (13/09 00h00 a 20/09 23h59, horário de Aracaju).
- Registro PesqEle2ª edição — pendente: será feito quando a amostra alcançar 20 mil eleitores e sempre antes de qualquer divulgação (TSE e TRE-SE).
- Divulgação2ª edição — após o registro e o prazo legal, nesta página (pesquisa.cdlaju.com.br/resultados) e nos canais da CDL Aracaju.
- 04/out/20261º turno das eleições.
Como auditar
A pesquisa foi desenhada para ser verificável em três níveis de acesso. Escolha o que cabe no seu papel:
Nível 1
Cidadão / Imprensa
O que está totalmente público, sem precisar cadastro:
- Ficha técnica nesta página
- Resultados (após divulgação) em /resultados
- Política de privacidade em /privacidade
- Registro PesqEle no TRE/SE
Nível 2
Pesquisador acadêmico
Quem quer auditar o sistema independentemente:
- Código-fonte completo no GitHub
- Metodologia técnica em
docs/ - Política de divulgação responsável (SECURITY.md)
- Microdados anonimizados em
/.well-known
Nível 3
Auditor formal credenciado
Acesso sob NDA, exigência da Justiça Eleitoral:
- Sistema interno de controle (Res. 23.747/2026)
- Microdados completos (sem identificadores diretos)
- Logs de auditoria do painel admin
- Parâmetros operacionais antifraude
Caminhos detalhados
- Código fonte aberto. Back-end, banco, formulários, lógica de validação — tudo publicado em repositório auditável: github.com/presidencia-svg/pesquisa ↗. Uso comercial restrito por licença específica.
- Documento técnico completo com fórmulas, estrutura conceitual do banco e detalhes de implementação está em
docs/metodologia.mdno repositório. - Política de segurança e disclosure. Vulnerabilidades podem ser reportadas conforme SECURITY.md. Reportes de boa-fé não geram represália legal. Formato machine-readable em
/.well-known/security.txt(RFC 9116). - Registro no PesqEle (TSE e TRE-SE). Toda edição é registrada na Justiça Eleitoral antes de qualquer divulgação (Lei 9.504/97, art. 33: ao menos 5 dias antes). Os números, a data do registro, o período de coleta da edição em curso e o caminho pra conferir estão logo abaixo.
Justiça Eleitoral
Registro no PesqEle antes de qualquer divulgação
- Situação
- Coleta em andamento · registro pendente
- Período de coleta
- —
- Contratante e realizadora
- CDL Aracaju · CNPJ 13.045.935/0001-36
- Estatístico responsável
- A designar (será informado no registro no PesqEle)
A Lei 9.504/97 (art. 33, § 1º) exige o registro da pesquisa na Justiça Eleitoral até cinco dias antes da divulgação (Res.-TSE 23.600/2019, com a redação da Res.-TSE 23.747/2026). O registro desta edição no PesqEle (TSE e TRE-SE) será feito quando a amostra alcançar 20 mil eleitores — e sempre antes de qualquer divulgação — com o questionário, o plano amostral, o período de coleta e o sistema de controle exatamente como aplicados. Nenhum resultado será publicado antes de decorrido esse prazo. Quando o registro for feito, os números e a data aparecem aqui.
Qualquer interessado pode conferir os registros e a ficha técnica no sistema PesqEle, pela consulta pública da Justiça Eleitoral: Consulta às pesquisas registradas (tse.jus.br).
- Pedido de dados auditáveis (Res. TSE 23.747/2026, art. 13, §§ 8º e 9º). Qualquer interessado pode requerer os dados consolidados e o sistema interno de controle. A CDL responde em até 2 dias úteis. Custos da inspeção, conforme a Resolução, são arcados pelo requerente.
- Estatístico responsável. Danilio Silva Santos, CONRE 8223 (o mesmo da 1ª edição), identificado no registro PesqEle, com declaração assinada com certificado digital.
- Encarregada de Dados (DPO). Claudimara Fontes Carvalho, designada pela ata 001/2026-EXT de 26/05/2026. Atende solicitações da LGPD pelo e-mail dpo@cdlaju.com.br.
Por que alguns detalhes são privados?
Detalhes de configuração operacional (parâmetros exatos de rate limit, nomes de tabelas internas, chaves criptográficas, IPs de origem) não aparecem aqui — não por opacidade, mas porque cada item destes facilitaria um ataque de fraude se exposto publicamente. Auditores formais credenciados acessam tudo isso sob NDA, conforme a Resolução TSE.
Quem executa

Câmara de Dirigentes Lojistas de Aracaju
A CDL Aracaju foi fundada em 21 de dezembro de 1961, com Estatutos publicados no Diário Oficial do Estado de Sergipe em 10 de maio de 1962. É entidade declarada de utilidade pública pela Lei Municipal nº 63 de 6 de dezembro de 1967. Associação civil sem fins lucrativos, há mais de seis décadas representa os comerciantes lojistas e mantém serviços coletivos como o Serviço de Proteção ao Crédito.
A CDL realiza atividades de interesse público há gerações, incluindo a premiação popular Melhores do Ano. Esta pesquisa eleitoral é mais uma iniciativa nessa linha: a CDL não tem candidato, não apoia partido, não monetiza o resultado. O objetivo é colocar à disposição do público sergipano um instrumento de medição rigoroso, auditável e desinteressado politicamente.
Esta página é a versão pública. O documento técnico completo, com schema do banco, fórmulas estatísticas, código das Server Actions e checklist operacional, está aberto no repositório.